Magia

Magia
Banana & Carrot top :P

Bem vindos

Sejam muito bem vindos ao meu blog favorito!!

Feito por mim mas prontos ;)
Desejo-vos uma óptima leitura ....
Espero que riam ,
que chorem
Que gritem
que compartilhem,....
enfim já chega de Desejar ^^

O resto de uma óptima visualização :)

sábado, agosto 11, 2012

" E o orgulho permanece! "


Depois de a cara da Anjéla já estar levantada e os olhos na direção dele, ele nem se conseguia expressar.
- O que foi? Bernie, estás-me assustar. - Baixa a cabeça.
- Calma, calma. - Respirando fundo. - Só tens um arranhão na cara.
- Onde? - E quando ele põe a mão na ferida, que se encontrava por baixo dos olhos dela e apanhava um pouco da bochecha, ela grita.
- Desculpa, desculpa. - Diz aflito abraçando-a. - Foi sem querer.
- Não faz mal. - Começando a chorar.
- Anjéla, vá lá. Não chores a sério. Assim partes... - Ela olha para ele e ele improvisa. - Partes? Queria dizer antes, estragas a minha camisola de tanto chorar.
- A sério? - Diz admirada.
- Sim, a sério.
- Estás a gozar? - Ele mantém-se em silêncio. - Afinal o teu coração é mesmo de pedra. Como é que eu ainda sou capaz de...
- De ... - Continua ele querendo saber o que ela ia dizer.
- De ... pensar que eras humano.
- Se não sou humano, que achas que sou?
- Um monstro de pedra! - E nenhum dos dois disse mais nada, permaneceram a olhar um para o outro até que chegou a Directora de Turma.

Diretora: Anjéla, estás bem?
Anjéla: Estou. (Olhando para a Diretora)
Diretora: Tens um arranhão na cara. Anda, vamos para dentro para desinfetar isso.
Anjéla: Esta bem.
Diretora: E Bernie, anda para dentro, está frio cá fora.
Bernie: Está bem. (E antes de a Anjéla virar as costas  olhou mais uma vez para ele, que também permanecia o olhar nela.)

Já dentro da casa, as coisas estavam agitadas.
Marianne: Como será que a Anjéla está?
Kim: Deve estar bem, afinal a Diretora já foi lá fora ver deles.
Marianne: Não gostei da ideia de estarem lá fora sozinhos.
Sésé: Então porquê? E ainda não percebi o que se passou com ela.
China: Esquece, Sésé. O melhor é não ligares aqui às conversas de mulheres.
Lú: As conversas de rapazes também não são muito melhores.
China: Bem, ao menos nós não confundimos as coisas.
Catya: E quem disse que nós confundimos?
China: Vocês são muito complicadas. (As raparigas começam a rir-se. E nisto vêem o Bernie a entrar para a sala).
Marianne: Onde está a Anjéla? Deixaste-a lá fora?
Bernie: Está com a D.T.
China: Que foi? Ela está assim tão mal.
Bernie: Não. Começou logo a refilar.
Marianne: Porque será?
Lú: Banana, tem calma. (Chama-a atenção)
China: Tens de lhe dar um desconto.
Bernie: Desconto? Deves estar a brincar comigo! Depois eu é que não tenho coração.
Todos: Mas alguém disse isso?
Sésé: Não foi eu. Eu não disse nada disso.
Marianne: Nós sabemos. (rindo-se)
Bernie: Não. Ninguém disse.
China: Estou a ver.
Catya: Ai estás? (confusa) Eu não vejo nada.
Marianne: E depois as nossas conversas é que são confusas. Dá para ver.
Catya: Mas tu também estás a ver? (riem-se) Agora riem-se?
Marianne: Catya, o melhor é ires juntar-te ao Sésé?
Sésé: Porquê a mim?
China: Ele queria-te a ti Marianne.
Sésé: Ai quero?
Lú: He lá, banana. Ele não disse que não.
China: O Sésé está apaixonado.
Bernie: Não está não! (responde logo defendendo-o)
Sésé: E não. O Bernie é que me compreende.
China: E o Bernie está apaixonado!
Bernie: Não, não estou.
Sésé: Não está não. (Confirma-o)
Marianne: Mas desde quando vocês concordam um com o outro?
Lú: Cá para mim eles fizeram um pacto qualquer.
Catya: Nunca se sabe.
Bernie: O Felipe é que está apaixonado.
Felipe: Mas porque é que ouvi o meu nome?
Bernie: Ouviste bem, tu é que estás apaixonado.
Felipe: Tu sabes lá aquilo que eu sinto ou deixo de sentir.
Bernie: Sei desde que andas a rir-te muito com a Anjéla. (O Felipe dá uma gargalhada forte e irónica, enquanto o resto do pessoal apreciava a discussão)
Felipe: Mas eu já não posso falar com ela? Afinal é a minha colega.
Bernie: Mas também é minha.
Felipe: Eu não tenho culpa que tu sejas um parvo para ela. Já viste que as estás sempre a rebaixa-la. Nunca a tratas bem. Estás sempre a implicar com ela, cada vez que vos vejo a falarem bem, vocês apercebem-se disso e os vossos orgulhos rebentam contudo. Rebenta o teu porque gostas de ter a razão e rebenta o dela porque tu não baixas o teu.

Depois de ditas estas palavras, o Bernie não teve argumentos para se defender e limitou-se a pegar na sua mochila e a subir as escadas em direcção ao quarto. Depois de ele ter-se retirado, ficaram todos a olhar para o Felipe com um sorriso na cara.
Felipe: Porque estão a olhar assim para mim?
Catya: Foi espectacular o teu discurso.
China: Realmente foi muito forte, meu.
Marianne: Bem feito! Bem feito! (diz mais alto) É para ver se ele aprende.
Lú: Realmente acho que ele estava de precisar ouvir algo do género.
Marianne: Claro que estava, e se ele não abrir os olhos, eu chego lá e faço-lhe um dos meus truques do karaté. (fazendo o barulho à medida que fazia as posições para atacar. Os outros riam-se)
China: A Marianne a fazer figuras.
Catya: Não te esqueças da tua perna.
Lú: Mas foi muito bom, os momentos em que ela ficou perdida no shopping. (riem-se todos)
Marianne: Hão-de me dizer onde está a piada? Não foram vocês que tiveram à espera à seca.
Sésé: Senão fosse eu a salvar-te queria ver.
Marianne: Sim, realmente senão fosses tu… Ao menos fizeste algo de jeito. (rindo-se)
Sésé: Há-des cá vir para me pedires mais alguma coisa que eu digo-te como é.
China: He lá, pedir-te?
Catya: Então mas ela pede-te alguma coisa?

Nisto fica um enorme silêncio constrangedor na sala, à espera de ser destruído pela fala do Sésé ou da Marianne, pois afinal queriam saber que conversa era aquela de pedir seja o que fosse ao rapaz.

sábado, junho 09, 2012

"A chegada"

Passado 1 hora, observa-se a carrinha a parar, à espera que um portão enorme abri-se depois de o motorista ter-se identificado para o intercomunicador.
Quando as portas enormes se abriram lentamente e à medida que a carrinha ia entrando devagarinho, já se via de longe um azul bebé fofo. Era a carrinha dos outros colegas. Havia um jardim enorme, com árvores e flores. Tinha também uma fonte que parecia ser feita de cristais. Era brilhante e simplesmente deslumbrava qualquer um que olhasse para ela.
Marianne: Aquela fonte é mesmo bonita.
Anjéla: Pois é. Até faz impressão aos olhos. (diz piscando-os)

Professora: Bem depois de algumas aventuras, já chegamos. Peguem nas vossas coisas e vamos conhecer melhor a casa por dentro. 
Adriana: Casa? Ainda não vi casa nenhuma.
Marianne: Cá para mim deve ser um casarão. (diz entusiasmada)
Bernie: Já agora não querias mais nada.
Anjéla: Pois Marianne, um casarão , vai sonhando. (e nisto toda a gente fica a olhar para ela) O que foi? (diz confusa)
A Lú aproxima-se dela e sussurra: "Acabas-te de concordar com o Bernie." 
A Anjéla limita-se a regalar os olhos e a permanecer calada. 


Depois de saírem da carrinha e de percorrerem o curto caminho com algumas pedras a enfeitá-lo e flores a darem-lhe cor, conseguiam ver uma casa grande. Tinha pelo menos dois andares, era feita de pedra no exterior ,como antigamente. 
Marianne: Eu sabia! (começa-se a rir à gargalhada)
Catya: Bem esta casa faz-me lembrar os filmes de terror. 
Anjéla: Realmente, é um bocadinho parecida.
China: Vão-me dizer que agora estão com medo? Vejam lá se não vos vai morder nenhum vampiro à cama. 
Cintia: Mas que piada que você tem. 
China: Sim brasuca também estás com medo é. (aproximando-se dela)
Cintia: Mas que piada que você tem viu. Agora afaste-se de mim. 
China: Tens medo de mim. (diz provocando-a)
Bernie: Ó China atira-te logo.
Gonça: Ela é perigosa.
Cintia: Você não mi toca. Tá ouvindo. (sai de o pé dele e vai ter com a Marianne)
Bernie: Deixa estar que ela depois assusta-se a sério.
Anjéla: Ó o que é que vocês vou tramar?
Bernie: Agora já me respondes?
Anjéla: Que eu saiba fiz uma pergunta não uma resposta.
Bernie: Já falas comigo?
Anjéla: Não. Estou a falar para a parede não vês. Estúpido!
Bernie: Estúpida!
Anjéla: Não me chateies.
Bernie: Tu é que começas-te (rindo-se)
Anjéla: Que piada! (dá um riso falso)
Marianne: Bem já chega.
Catya: Vamos mas é entrar, ou querem continuar aqui ao frio.
Cintia: Vamo, vamo. Por amo de Deus!
China: Se quiseres eu aqueço-te. (rindo-se)
Cintia: Eu juro se você me tocar, quem se fica a rir sou eu. (entrando para dentro da casa)

À medida que entravam um a um, visto que a porta não era assim tão larga. Até que chega a vez da Anjéla... Ela grita e dá um pulo para trás, desviando-se da porta, com as mãos na cara.
Marianne: O que foi?
Anjéla: Pára, pára. (gritando à medida que ia andando para trás)
Bernie: Hey cuidado, estou atrás de ti. (Ela continuava a gritar com as mãos na cara assustada)

Até que vai contra o Bernie, e com o impulso ele agarra-a. Ao agarrá-la, ela vira-se para ele  enrolando os seus braços no pescoço dele e encosta a cara no peito. Desta vez, soluçava e gritava baixinho.
Bernie: Anjéla, estás bem? (pondo a mão dele na cabeça dela)
Marianne: O que lhe aconteceu?
Bernie: Não faço a menor ideia. Ela está a tremer. (Pondo os braços à volta dela, de modo que parasse de tremer)
Lú: O que lhe fizeste?
Bernie: Nada não lhe fiz nada.
China: O que lhe aconteceu?
Bernie: Epá, tantas perguntas! Eu não sei o que aconteceu Parece que está assustada.
China: É melhor ires com ela lá para dentro.
Anjéla: Não, por favor. Não. (dizendo alto com a cabeça ainda no peito do Bernie e agarrando-o mais)
Marianne: Mas o que aconteceu? Anjéla, fala comigo.
China: Bernie anda lá para dentro, deixa-a falar com elas.
Bernie: O que queres que faça se ela não me larga?
Lú: Então olha, fica aí com ela. Nós vamos buscar a professora.
Marianne: A sério? Vamos deixá-la aqui com ele?
China:  Marianne, ele não morde.
Marianne: É bom que não! (fazendo olhos arregalados para ela. Ele limitou-se a rir)

Quando eles iam entrando para chamarem a professora, o Bernie tentava falar com a Anjéla.
Bernie: Mas o que se passou?
Anjéla: Não sei te explicar... (continuando com a cara no peito dele)
Bernie: Anjéla... Olha para mim... estás cá fora. Não te vai acontecer nada.
Anjéla: Não sei ...
Bernie: Olha a sério. Bem quer dizer, eu sei que sou bonito, mas também não vou encadear os teus olhos.
Anjéla: Que convencido (dá um breve sorriso)
Bernie: Vá olha para mim...
 Devagar, desenrolou os braços do seu pescoço. Permanecia com a cabeça para baixo.
Bernie: Olhas para mim?
  E como resposta, foi levantando a cabeça devagar.
Aquele suspense tudo, estava a matar o Bernie por dentro. Aquilo para ele parecia ser um filme de terror. Mas como sempre, ele tentava ver aqueles momentos como simples comédia.  Até que finalmente ele consegue olhar para ela. Consegue olhá-la nos olhos.... ver-lhe a cara. Mas ele reparou em algo diferente...        







segunda-feira, maio 21, 2012

" Quem corre por gosto ... cansa " - Part.2

Depois de a Diretora ter reparado no que se estava a passar, foi o mais rápido que pode informar o motorista do sucedido.
Anjéla: Nem acredito que isto está acontecer (sorrindo)
Felipe: Parece um filme ... Um filme em que tudo acabará bem não é? (sorrindo para ela)
Anjéla: Claro (retribuindo também um sorriso)
Felipe: E que tal achas desta nossa carrinha?
Anjéla: Pequenina (ri)
Felipe: Sim realmente (olhando à sua volta, e apercebe-se que o Bernie aproximava-se deles) Olha não te chateies, mas vem aí uma pessoa...
Anjéla: Ai vem quem?
Bernie: Quem o que?
Anjéla mantém-se em silêncio.
Felipe: A Marianne, ela ficou lá fora.
Bernie: Só agora é que te apercebes-te?
Felipe: Não. Já me tinha apercebido muito antes de ti.
Bernie: E estavam-se a rir-se dela?
Felipe: Porque queres saber daquilo que estávamos a falar?
Bernie: Eu só perguntei se estavam-se a rir da Marianne? Estavas Anjéla?? (ela ignora-o) Realmente, a gozar com a amiga. Isso não se faz (diz com cara de gozo)
Felipe: Não era disso que nos estávamos a rir.
Bernie: Ui estão cheios de segredinhos. (vira-se para os colegas) Olhem aqui estes tão cheios de segredinhos!
Todos: He lá!!!
Gonças: Ó Bernie e tu estás cheio de ciúmes. (Todos se riem e começam a gozar com ele).

O Bernie limita-se a não responder e, por incrível que pareça, decide voltar para o seu lugar. Deixando a Anjéla com uma certa dúvida.
Anjéla: Ele está bem? (sussurra)
Felipe: Disseste alguma coisa?
Anjéla: Ah? Não. (sorrindo)

Nisto sente-se a "carrinha" a parar, a porta de entrada a abrir lentamente e um suspiro de alivio.
Marianne: Puxa... estou cansada. (sentando-se no primeiro banco que apanhou livre logo à entrada)
Adriana: É uma carrinha mas anda bem! (riem-se, e ela faz a mesma coisa que a Marianne)
Professora: Mas vocês onde estavam?
Marianne: Tínhamos ido à casa de banho.
Adriana: Acho que nunca mais torno a ir quando estiver numa visita de estudo. Fogo! (Professora ria-se)
Marianne: E a D.T. ri-se? Ainda corremos imenso.
China: Correr faz bem (rindo-se)
Bernie: É desta que ficas em forma, BANANA!
Marianne: Hey, o nome: "BANANA" é da autoria da Anjéla. Só ela é que me pode chamar isso.
Bernie: Ai é! Fica sabendo que ela estava-se a rir de ti.

A Marianne olha para Anjéla, mas relembrou-se da conversa na casa de banho, sobre ignorar o Bernie, e respondeu-lhe:
- De certeza que não foi a única. E até teve uma certa piada. (diz disfarçando)
Adriana: Fogo, teve piada para ti. Eu posso fazer desporto, mas correr atrás de uma carrinha não é de certeza um deles. (começam-se todos a rir)
Professora: Agora que penso que estamos todos podemos continuar a nossa viagem.
Catya: RIBAMAR, aqui vamos nós.

E com este enorme grito da Catya, ouve-se logo de seguida gritos estéricos de alegria e ansiedade.
A viagem não era muito longa, mas o certo é que o transporte que os levava não andava a 100%.

sábado, janeiro 07, 2012

" Quem corre por gosto ... cansa " - Part.1

Os rapazes já se encontravam à porta da carrinha, pois o motorista ainda não tinha chegado e a Diretora de Turma tinha ido comprar uma revista. Em relação às raparigas eles não faziam a menor ideia onde elas poderiam estar, à exceção da Sónia e da Cintia que se encontravam ao pé deles a ouvirem música e a rirem-se.

Bem, algumas das raparigas estavam na parte de trás do café, a tentarem falar com a Anjéla.
Lú: Não lhes ligues, Anjéla.
Kim: Não gostas dele, deixa-os falar.
Catya: O Bernie, só sabe irritar-te mas ignora-o.
Lú: Se ignorares ele para de te chatear.
Anjéla: Aquele rapaz é insuportável. Põe-me o cabelo em pé!

Nisto ouvem uma gargalhada da Marianne, despertando toda a atenção nela.
Marianne: Que foi? (Quando se apercebe que tinha todos os olhos em cima dela) Estava a imaginá-la de cabelos em pé.
Lú: Marianne, tu realmente.
Anjéla: Ó Banana é uma forma de falar.
Marianne: Eu sei, mas não custa imaginar (rindo-se)
Kim: Muito tu imaginas (sorrindo)
Catya: Até se imagina com o Sésé.
Anjéla: Ficam tão fofinhos (apertando as bochechas da Marianne)
Marianne: Ó Anjéla. (diz assim que conseguiu tirar as mãos da cara dela)
Lú: A Marianne ficava tudo derretida (riem-se todas, excepto a Marianne)
Marianne: Hei, aqui o tema de conversa é a Anjéla e não eu. (tentando defender-se)
Kim: Pelos vistos, já não é. (rindo)
Catya: Bem eu penso que (olhando para o relógio que tinha no pulso do braço esquerdo) está na hora de irmos.
Anjéla: Pois é melhor.
Catya: Ignora o Bernie
Kim: Isso vai se complicado
Anjéla: Pois vai (concordando com a Kim)
Marianne: Eles estão sempre a discutir, e sem as discussões deles a visita vai ser uma seca.
Catya: Sim isso também é verdade.
Anjéla: Por amor à Santa
Marianne: Sim eu tenho muito (interrompendo-a e pondo todas a rir)
Anjéla: Pois mas não parece. Coitada de mim, saia daqui com um esgotamento.
Catya: Faz assim...
Marianne: Hei, não as teorias da Catya não! Isso não dá certo. (lembrando-se do que lhe já tinha acontecido)
Catya: Bem, o que eu ia a dizer... Há .. (retoma a conversa) Fazes assim, discutes com ele mas ignora-lo. É simples.
Marianne: Ai é Catya?
Kim: Pois, desde quando é que se discute e se ignora ao mesmo tempo?
Lú: É uma má teoria (rindo-se)
Catya: Discute com ele o que a irritar.
Kim: Eu acho que tudo a irrita. (rindo-se)
Lú: Também aquele Bernie tira o sério a qualquer um.
Catya: Mas a Anjéla é que é a vitima.
Anjéla: Não sou nada, ele é que não tem mais nada que fazer.
Marianne: Falar em fazer (diz tímida, cruzando as pernas e pondo um sorriso na cara, como um cachorrinho abandonado)
Lú: Ó Marianne.
Marianne: Que foi! Preciso de ir à casa de banho. (diz com voz meiga, expressando o mesmo sorriso)
Kim: Então vai Marianne, senão ainda fazes nas calças. (rindo-se)
Lú: E nós é melhor irmos para o autocarro.
Catya: Diz antes carrinha.
Marianne: Se aquilo tiver nome disso.
Lú: Marianne, ainda aqui estás!
Marianne: Então pois, sou baixinha mas não exageremos.
Kim: Para quem estava muito aflitinha.
Anjéla: Pelos vistos é falso alarme, ela ainda se aguenta.

Marianne: Não, não eu estou e muito (continuando com as pernas cruzadas)
Catya: Então é melhor ires.
Marianne: Grandes amigas, (andando devagar para a parte de frente do café) Deixo-me ir sozinha, abandonada... Eu sou uma coitada.
Todas: Marianne!!!
Marianne: Não digam mais nada. (Começando a andar para a parte de frente do café, virando numa esquina onde já não era possível observá-la)

As raparigas foram se dirigindo para o autocarro e quando lá chegaram viram a Diretora de Turma a ir ter com os rapazes.
Diretora: Então onde estão as outras raparigas?
Bernie: Vêm ai professora.
Diretora: Muito bem então entrem.

Foram todos entrando e sentando-se nos respetivos lugares.
Já estava na hora e a Diretora perguntou:
- Está toda a gente no autocarro?
- Sim, na carrinha. - dizem todos.
- Muito bem. Então vamos seguir - diz a Diretora rindo-se.

Vê-se a porta a fechar e ouve-se o motorista a dar à chave, pondo a carrinha ligada e começa a andar, devagar devido à fila de carros que havia mal estacionados.
A Anjéla estava sentada no seu banco e presentia que faltava algo.
Anjéla: Falta alguma coisa. (Olhando para a janela)
Bernie: Agora tu falas sozinha? (falando para a Anjéla, mas ela ignora-o)
Anjéla: Não acredito (diz rindo-se, continuando a olhar para a janela)
Bernie: Onde está a piada? (olhando também para a janela, e quando se apercebe ri-se à gargalhada, fazendo com que todos olhassem para a janela, e se levantassem).

A Diretora ao ver todos a olhar para a janela e alguns em pé, foi ver o que se passava.
Anjéla: Motorista pare o autocarro! (grita mas rindo-se ao mesmo tempo)
Diretora: Que se passa?
Anjéla: A Marianne, professora... (tentando explicar mas o riso impedia-a)
Lú: A Marianne está lá fora! (Diz rapidamente)
Diretora: O quê? (Olhando para a janela)

"A paragem"

Depois de uma longa viagem, estava na hora de fazer uma pausa para se comer alguma coisa.
No momento, em que o autocarro para, numa estação de serviço, a Diretora de Turma avisou que iria haver uma paragem de 15minutos, no máximo.
Apesar de estar frio lá fora, todos acabaram por sair da carrinha, pões o estômago já pedia algo.
Marianne: Ai Anjéla que frio! (agarrando-se ao braço dela).
Anjéla: Banana calma , não me aleijes.
Marianne: Desculpa Anjéla (rindo-se) Estou a morrer de frio.
Lú: Ó Marianne, está frio, mas tens de te controlar.
Catya: Vamos lá para dentro, sempre deve estar mais quentinho.

E dirigiram-se para dentro de um café. Quando já se encontravam lá dentro, respiraram todos de consolação, pelo quentinho que estava.Juntaram as mesas e sentaram-se todos juntos.
Marianne: Aqui está-se muito melhor.
Lú: Deve estar o ar condicionado ligado.
Bernie: Então alguém quer comer?
China: Eu quero algo quente! Pode ser chocolate quentinho... (friccionando as mãos umas nas outras, com o objetivo de as aquecer)
Bernie: É mas tu pensas que estás em casa! Tens de ir pedir ao balcão. (desatando-se a rir)
China: Eu posso ir lá, é só dizerem o que querem, assim já fica tudo atendido.
Catya: E trazes as coisas?
China: hum... pode ser (não muito convencido)
Bernie: De uma vez??
China: Bem, isso depende de quantos pedirem.
Anjéla: Eu acho que todos queremos qualquer coisa.
Marianne: Há sim eu quero. E pode ser leite  com chocolate e uma merenda!
China: Bem isto assim vai ser complicado para decorar.
Catya: Aponta no telemóvel.
Bernie: E ele vai estar a pedir as coisas a olhar para o telemóvel?!
Catya: Porque não?
Anjéla: Bem o mais provável, é a senhora pensar que a comida é para levares.
Bernie: Pois e vê ele a sair daqui, e pensa que é para levar. Claro que vai pensar que as coisas são daqui. Tu realmente tens com cada uma.
Anjéla: Então depois vemos isso.
China: Bem, digam o que querem, que eu aponto aqui no telemóvel. Começamos pelas bebidas.

O China lá apontava no telemóvel o que os colegas queriam, e como eles não resistiam a uma divertida brincadeira, pediram todos coisas diferentes em termos de comida. Depois de tanta confusão, o China já se encontrava na fila com o telemóvel na mão para ser atendido pela mulher do balcão.

Mulher: Bom dia!
China: Bom dia, eu desejaria leite com chocolate e uma merendinha.
- Sim, deseja mais alguma coisa?
- Sim (ri-se levemente, e olha para o ecrã do telemóvel numerando) 2meias de leite, 1 compal de manga laranja... (é interrompido pela Mulher)
- Desculpe, não percebi o que disse.
Ele levanta a cabeça, e com um enorme esforço tenta-se lembrar do que tinha acabado de dizer.
- Bem, é 1 compal manga laranja, meias de leite são... (olha para o telemóvel) Há, são duas.
Quando levanta a cabeça, a mulher fica indignada a olhar para ele, e este pede imediatamente desculpas.
- Peço imensa desculpa, mas é que eu estou com os meus colegas e para ser mais rápido vim só eu pedir o que eles querem.
- Então é para levar (diz entendida) Deseja que ponha numa saco?
- Não! (diz rapidamente) Quer dizer,  os meus colegas estão ali sentados naquela mesa( apontando para trás de si), e como eu não tenho assim uma boa memória e não tínhamos um papel, tive de apontar no telemóvel.
- Oh não faz mal. Então mas diga o que apontou no telemóvel. (e antes de ele começar a falar, acrescentou) Faça assim, ponha o telemóvel de uma maneira que a sua cara esteja para cima, senão não o consigo ouvir.
- Há, peço desculpa. (dando um levo riso)


Depois de uma lista enorme do que todos iriam comer, o China já se encontrava à espera que a mulherzinha pusesse as coisas nos tabuleiros. Há medida que um tabuleiro ficava cheio, ele levava-o para os colegas.

Cintia: Então você tá a sair se bem?
China: Estou sim, mas se quiseres vir ajudar não me importo nada.
Cintia: Há não.
Todos: Vai! Agora vai!
Bernie: Primeiro perguntas-lhe e agora não o vais ajudar!?
Cintia: Vocês sois uns chatos viu.

E passaram a não ser um, mas sim dois a transportarem os tabuleiros do balcão para a mesa.
No final a Mulher mostrou o seu "ponto de vista":
- Pelos vistos, com vocês os dois foi mais fácil, levarem a comida para os vossos colegas.
- Sim, sempre foi mais rápido, mas ela não estava muito convencida em me vir ajudar.
- Mas veio, isso é porque ela gosta de si.
- Desculpe!? (dizem ao mesmo tempo)
- Vocês não são namorados? (diz confusa)
- Não! (dizem, outra vez, ao mesmo tempo)
- Mas pelos vistos têm uma enorme telepatia...
- Acha? (dizem mais uma vez ao mesmo tempo)
A Mulher limitou-se a rir, e foi atender as outras pessoas que se encontravam na fila, também desejosas para tomarem o seu pequeno-almoço.

Ficaram uns segundos a olharem um para o outro, mas logo se dirigiram para a mesa onde se encontrava os colegas, silenciosamente.
Bernie: Então, nós já comemos!
Anjéla: Vocês demoraram muito!
Bernie: A Mulher deu-vos gorjeta foi?
Anjéla: Vocês não querem partilhar connosco!

Começam-se os dois a rir, e logo repararam que eles eram o centro da atenções.


Bernie: Hey, que foi?
Anjéla: Estou a olhar-nos com uma cara!
Catya:  Milagre (continuando a olhar para eles)
Kim: É um sonho!
China: Vocês tão bem?
Anjéla: Mau já não estou a perceber.
Felipe: Vocês não discutiram... (esclarece)
Bernie: Claro, estás a ver, eu já tinha percebido.
Anjéla: Há pois, estavas tão à nora como eu.
Bernie: Não estava nada.
Anjéla: Estavas sim!

E à medida que embirravam um com o outro aproximavam-se mais.

Bernie: És uma chata, eu é que tenho razão!
Anjéla: Não tens nada, não sabes o que dizes!

Até que já se encontravam cara a cara.

Anjéla: Tu és um chato, não sejas orgulhoso! Estavas tão à nora como eu.

 O Bernie, mantinha-se em silêncio.

Anjéla: Eu tenho razão não é!
Nisto olharam-se nos olhos um do outro, até que o clima foi cortado.

China: Beijem-se! (gritando)
Todos: Beijo, Beijo, Beijo.

Eles mal ouvem tais palavras, afastam-se um do outro.
China: Então esqueceram-se da melhor parte!
Bernie: Vê lá se não queres que eu abra a minha boquinha!
Marianne: Então Anjéla, beijavas-o.
Anjéla: Por amor à Santa, eu beijá-lo? (apontando para ele)
Bernie: Sou muita areia para a tua camioneta. (Rindo-se)
Anjéla: De areia tu não és nada. És mas é vento que anda sempre à minha volta.
Marianne: Ele provoca-te arrepios?

Anjéla fica calada.

China: Então Anjéla?
Anjéla: Mas que chatos puxa. (diz chateada) Vocês acham que eu ia beijar esse gajo. Está-me sempre a chatiar a cabeça, sempre a enervar-me, não há um único dia que não me chateie. Oiço sempre a voz dele aqui a zurrar ao meu ouvido. E ainda acham que vou beijá-lo?

Acenaram todos que sim.

Anjéla: Epá mas que chatos. (pegando no casaco e saiu do café)
Marianne: Bem ela ficou mesmo chateada. (diz surpreendida)
Lú: Anda Marianne, vamos ver dela, senão ainda se perde.
Bá e a Catya: Esperem vamos convosco.

Cintia: Bem eu vou à casa de banho.
Sónia: Me espera, eu vou com você.

Ficaram somente os rapazes no café, sentados na mesa, a verem as raparigas a sairem.
China: Bem, a Anjéla, ficou mesmo chateada
Sésé: Mas será que ficou? Sinceramente, vocês os dois estão sempre à zaragata.
Rui: Ó Sésé, tu estás mesmo à nora. (rindo-se)
Sésé: Eu só apanhei a parte em que se iam beijar.
Bernie: Acham mesmo que nos iamos beijar (eles acenam que sim) Claro que não. Se nós estavamos a discutir, iamo-nos beijar.
Sésé: Bem, isso acontece nos filmes.
Bernie: Pois mas isto é vida real.
Sésé: Mas pode acontecer. Só não aconteceu porque tu nãO gostas dela. (ficam todos a olhar para ele) Então mas que é, ele não gosta dela.
Bernie: Haja uma pessoa que me entenda. Não claro que não. Ela está sempre a chatear-me.
China: Já viram que vocês os dois queixam-se da mesma coisa.
Bernie: Ela não faz o meu género.
Nisto começam-se todos a rir.
China: Pois o teu género. Nem tu sabes qual é o teu género.
Bernie: Olha o teu é Brasileiras. (rindo-se)
Felipe: Bem, o melhor irmos indo para o autocarro, senão ficamos todos em terra, menos a Sónia e a Cintia.
China: Porque dizes isso?
Felipe: Porque acabaram mesmo agora de sair (rindo-se)