Ela e o resto dos colegas já se encontravam no portão da escola à espera que a camioneta os viesse buscar.
Marianne: Ò Anjéla o que se passou à pouco?
Anjéla: Nada (rindo-se para disfarçar)
Marianne: Hum... Tu hoje não estás mesmo bem (estranhando o riso dela) Olha vou ter ali com os outros, anda também.
Anjéla: Não, deixa estar. Fico por aqui.
Marianne: Ok.
E dirigiu-se ao resto dos colegas, deixando a Anjéla a ouvir música sentada no degrau ao pé da portaria.
De repente a Anjela sente o telemóvel a vibrar no bolso do seu casaco. Com jeito, tira-o e vê que tinha recebido uma mensagem.
De: Felipe*-*
Relaxa que não conto nada.
Ao acabar de ler a mensagem, olhou logo para ele, e assim que os olhos de um do outro se cruzaram, ele desviou o olhar.
De: Anjéla
Obigada(: Mas porquê?
De: Felipe*-*
Queres que conte?
De: Anjéla
Não, óbvio que não.
De: Felipe*-*
Calculei que não.
Aquela mensagem tinha sido estranha "Calculou". A Anjéla só pensava como é que ele tinha calculado? E porque é que ele estava a começar a falar com ela?
Passado uns segundos recebe logo outra mensagem.
De: Felipe*-*
Porque é que não vens aqui ter?
De: Anjéla
Ah... Estou aqui a ouvir música.
De: Felipe*-*
Fazes bem(: Já vis-te nunca tinha falado com ninguém por mensagem e estar para aí a +/- 5m de distância dela
De: Anjéla
Há, realmente. Bem observado(;
Logo depois apareceu a camioneta em frente da escola, o que fez com que começassem todos a pegarem nas suas coisas e a dirigirem-se para lá.
Bernie: Bora lá. O chefe espera por mim. (começando a dirigir-se para a porta da portaria com o seu ar de brincalhão, até que a vista a Anjéla que ainda continuava sentada) E tu pá! (gritando-lhe)
Anjéla: Diz... (responde-lhe calmamente sem levantando a voz)
Bernie: Ficas aí? (com o mesmo tom de voz) Ou queres que te leve ao colo (começando a rir)
Ao pé deles encontravam-se o resto dos colegas que também iam à visita e comentavam.
Marianne: Puxa já começam.
Kim: Parece que sim.
China: Isto deve estar marcado na agenda deles para não se esquecerem de refilar um com o outro.
Anjéla: (respondendo à tal brincadeira) Não consegues, e também não deixava (mantendo o mesmo tom de voz e dirigiu-se para a camioneta passando pelo Bernie que se encontrava no seu caminho sem sequer o empurrar)
Marianne: Ui...
Kim: Pelos vistos ela esqueceu-se de apontar na agenda. (sorrindo)
China: De certeza que foi uma excepção.
Marianne: Excepção que eu nunca pensei que viesse a acontecer.
China aproxima-se do Bernie.
- Então hoje ela não está passada? - dando-lhe um toque no ombro.
- Realmente. Nem sequer gritou - diz estupefacto pela reação que ela tinha tomado, apanhando-o desprevenido.
Depois daquela cena que foi estranho para todos, foram entrando nos respectivos autocarros. Haviam dois.
Viram outras turmas a entrarem, mas eles não. Não era ali que a turma deles ia.
Marianne: Está ali o outro. (vendo uma coisa amarela com rodas atrás do belo autocarro azul bébé)
E todos seguiram a Marianne. Quando lá chegaram , acharam impossível.
Bernie: Ó Marianne, deves ter visto mal, nós não vamos nesta coisa!
China: Olha que não sei. Se calhar é o mais provável.
Cintia: Você acha memo que nós vamo nesta coisa?
China: Não sabes.
Cintia: Por amô de Deus...
China: Olha se queres lá chegar tem de ser por este meio.
Bernie: Concordo com a Cintia. Nesta ... (procurando alguma marca ou assim ao pé da marca do autocarro) sei lá isto nem sequer tem nome.
Marianne: Isto vai ser engraçado. Se esta coisa avaria pelo caminho. (dando uma gragalhada)
Catya: Pois era, e depois tu empurravas não é? (troçando da ideia que ela teve)
Anjéla: Seria engraçado. Nós todos lá dentro e ela cá fora a empurrar... (dando uma ajuda na ideia)
Catya: Ya, e o motorista a dar-lhe ordens. (riem-se as duas)
Bernie: Depois a Anjéla ia lá ajudá-la e o autocarro pegava, começando a andar e as chatas ficavam cá (pensa um pouco) ou lá... (rindo-se)
Anjéla: Ninguém te pediu a opinião. (furiosa por ele se ter metido na conversa)
Bernie: Não estava a falar contigo.
Anjéla: Estavas a falar de mim... (informa-o)
Bernie: E daí?
Anjéla: Estavas a falar como se eu não tivesse aqui.
Bernie: Deves pensar que eu não falo de ti quando não estás presente (dando um leve riso)
Anjéla: Ai é. Quer dizer que te lembras assim tanto de mim? (sorrindo, com troça, deixando-o sem resposta)
China: Eu disse que eles afinal não se tinham esquecido.
Kim: Parece que afinal a Anjéla não se esqueceu mesmo.
Marianne: Para eles já é hábito.
Catya: Pois senão ralham um com o outro, começam a sentir falta de algo.
Bernie: O que estão para ai dizer? (reparando que os colegas estavam a cochichar, e para se safar à questão)
Anjéla: Olha ele a dar desculpas para não me responder (rindo)
Bernie: Eu não te dou importância.
Anjéla: Tadinho. (fazendo troça)
China: Se não desses tanta importância não estavas sempre a implicar com ela.
Anjéla: Há assim é que é falar China. (diz toda contente por ele estar a defende-la)
Bernie: Há seu grande palhaço. Essa fica registada. (diz chateado pelo amigo ter se virado contra ele)
Nisto aparece a professora que se encarregou da visita de estudo, a Directora de turma, que ao vê-los perto do autocarro ficou admirada de ainda não terem entrado.
Directora: Então meninos, que estão aqui a fazer? (direccionando as atenções em si)
Bernie: Estamos à espera do autocarro.
Directora: Cá para mim, o autocarro é que está a vossa espera. (sorrindo)
Marianne: O quê? (sem querer acreditar)
Bernie: A stora está a dizer ... ( apontando para o autocarro)
Cintia: Nessa coisa... professora não me faça isso!
China: Eu avisei-vos.
Directora: Mas qual é o espanto tudo?
Bernie: Ó stora bem que podiamos ter ido no azul bébé (vendo que o autocarro já tinha abalado com as outras duas turmas)
Directora: Andem lá. Ó querem ficar aqui?
Marianne: Não, claro que não.
Directora: Então vá um de cada vez a entrar para eu contar.
Ao entrarem repararam que as janelas estavam abertas e os bancos onde se sentavam não eram propriamente confortáveis.
Quando já tinham entrados todos a directora teve um comunicado.
- Meninos peço-vos que se portem bem.
- Mas ó professora há-de explicar porque é que tivémos que ser nós a vir neste autocarro - diz o Bernie pedindo uma explicação à professora.
- Porque vocês são a única turma do 10ºano que tem poucos alunos em relegião Moral. Se repararem, não há quase nenhum lugar vazio.
- Que exagero professora... - exclama o China.
- Vá lá meninos. E olha como o autocarro não tem cintos peço-vos para que não andem em pé e já agora quem quiser que feche as janelas, estamos no mês de Dezembro e de certeza que não se querem constipar.
- Sim senhora. - dizem todos em conjunto, fazendo a directora e o motorista rirem-se.
E prontos, lá foi a turma a caminho de Ribamar naquela carrinha que apesar de os bancos serem pouco confortáveis, ao menos o motorista tinha colocado boa música. O que eles não pensavam é que iriam ainda passar por muito...
1 comentário:
Ahahah, amei o autocarro amarelo !
Continua, esta história está a ser mesmo engraçada :P
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