Passado uns segundos de silêncio…
Lú: Então Banana, tu pedes alguma coisa a ele?
Marianne: Quem eu? (acenam
que sim) A ele? (apontando para o
Sésé, e mais uma vez confirmam) Acham? (dá
uma gargalhada)
Sésé: Também o que haveria ela de me pedir?
China: Tu é que deves saber…
Sésé: Não. Ela não me pede nada.
Marianne: Claro que não. E nunca irei pedir.
Kim: E olhem será que a Anjéla está melhor?
China: Também não sei. Eu se calhar vou mas é ver do
Bernie.
Lú: Pois vai lá. Eu vou à procura da Anjéla.
Marianne e Kim: Eu vou contigo.
Lú: Então venham.
À medida que as três raparigas avançavam…
Catya: Sim… Eu estou bem! Muito obrigada. Fico aqui… (olha em sua volta) Sentada, com os
rapazes… Muito obrigada, mas eu não quero ir… Eu estou bem! (diz mais alto e nisto aparece a Marianne)
Há, eu sabia que iam se lembrar de mim. (sorrindo)
Marianne: Eu vim buscar o meu telemóvel.
Catya: A sério? (Diz
desanimada)
Marianne: Sim… (pensa
um bocado) Então mas tu vais ficar aí?
Catya: Estava a ver que não. (Olha para ela de alto a baixo)
Marianne: Que foi? (rindo-se)
Catya: Então o teu telemóvel? (Marianne ri-se) Afinal, tu ouvis-te-me, sua… sua Banana. (Marianne ainda deu uma gargalhada mais
alta, fazendo com que os rapazes na sala também se começassem a rir).
A casa tinha dois andares. Os quartos eram no segundo; a
sala de jantar, a cozinha, a sala de jogos e a
enfermaria, eram no primeiro.
As raparigas tinham ido verificar à enfermaria se a Anjéla
estava lá, mas ao chegarem verificaram que esta estava vazia.
Com isto tudo, o China foi procurar o Bernie no quarto e
encontrou-o, deitado com os phones nos ouvidos.
China: Então!
Bernie: Que foi? (olhando
para ele e tirando um phone)
China: Vieste para aqui? Nem parece teu.
Bernie: Tou cansado.
China: O que é que a Anjéla tinha?
Bernie: Era só um arranhão na cara.
China: Como é que ela fez isso? (nisto aparece o Rubix, o Gonças e o Diego)
Bernie: Não sei.
China: E aquela história de coração de pedra...
Bernie: Ela é que disse que eu tinha coração de pedra... (Diz triste, mas logo se levanta e diz chateado) Eu coração de pedra? Ela é que é uma insensível... (faz uma pausa e ouve o China a rir-se) Que foi?
China: Tens a noção que vocês tão sempre à pancada?
Bernie: Ela stressa-me...
China: A sério? Mas porquê? (E quando se ia a explicar aparecem o Gonças, o Rubix e o Diego no quarto)
Bernie: Não sei.
China: E aquela história de coração de pedra...
Bernie: Ela é que disse que eu tinha coração de pedra... (Diz triste, mas logo se levanta e diz chateado) Eu coração de pedra? Ela é que é uma insensível... (faz uma pausa e ouve o China a rir-se) Que foi?
China: Tens a noção que vocês tão sempre à pancada?
Bernie: Ela stressa-me...
China: A sério? Mas porquê? (E quando se ia a explicar aparecem o Gonças, o Rubix e o Diego no quarto)
Rubix: Então, Bernie. Como vai isso?
Bernie: Vai.
Gonças: Ouvi dizer que a Anjéla fez cá uma peixeirada.
Bernie: Não foi peixeirada. Ela aleijou-se.
Diego: A sério? Então mas ela está bem?
China: É só um arranhão na cara.
Rubix: Como é que ela fez isso?
Bernie: Não sei ...
Bernie: Não sei ...
Rubix: hum... E vocês já viram no casarão que estamos?
Gonças: Isto é a minha casa.
Bernie: Deve ser deve!
(Rindo-se) E não é por nada, mas já não está na hora de irmos almoçar. (esfregando a barriga)
China: Sim, já são 13 horas.
Rubix: Então vamos para a sala? Não tarda nada, já estão
a servir o comer e nós ainda aqui em cima.
Gonças: Depois ficamos com os restos e isso não pode ser.
Bernie: Tu também não comes muito. És pequenino. (riem-se todos)
Gonças: Tenho de comer mais para crescer.
E assim lá foram os rapazes em direção para a sala de
jantar e no caminho, encontraram as raparigas que ainda andavam à procura da
Anjéla.
Rubix: Então o que andam aqui a fazer?
Marianne: A passear, o que achas?
Gonças: Passear? Só lá fora!
Lú: Vocês viram a Anjéla?
Diego: Não, mas porquê?
Kim. Não sabemos dela. E já fomos ver à enfermaria e até
nos quartos.
Bernie: O que ela quer agora é atenção!
Marianne: Consegues ser mesmo rijo!
Bernie: Procurem vocês. Eu vou comer. (Ele passa por elas e a Marianne vira-se para ele e grita de forma que
ele ainda a ouvisse)
Marianne: Seja o que for o que ela te disse magoou-te! Não
vês isso! (Ele pára, mas logo continua a
caminhar em direcção às escadas, descendo-as)
China: Marianne, também já chega de tocar sempre no mesmo
assunto.
Lú: Sim. Agora és tu que estás a implicar com ele.
Diego: Vá, vá pessoal! Não nos vamos chatear por causa
disto.
Rubix: Ya. Isso são coisas deles. Olhem, vamos mas é
almoçar. Ela deve ir lá ter de certeza.
Kim: Pois, é capaz. Vamos então.
Desceram as escadas e a caminho para a sala já
conseguiam sentir o cheirinho a carne assada e ouviam as pessoas a rirem.
Quando chegaram à sala, olharam em redor e continuavam sem avistar a Anjéla.
Fizeram sinais uns aos outros, mas decidiram não entrar em stress pois podia
vir mais tarde, ou até podia estar com a D.T.
Infelizmente, já se encontrava toda a gente a comer a
sobremesa, e a Anjéla continuava sem aparecer.
Marianne: Estou me a começar a preocupar.
Lú: Realmente. Ela não veio comer.
China: Mas será que ela estava assim tão mal? Estava
Bernie? (E quando olhou para o lado ele
já lá não se encontrava)
Diego: Ele foi à casa de banho.
China: Estava a ver se era mais um desaparecido.
Lú: Temos de perguntar à D.T.
Kim: Olha a D.T. vem aí.
Diretora: Então estão a gostar?
Marianne: Estamos sim.
Gonças: Será que podia repetir?
Diretora: Agora só à noite. (ri-se)
Lú: E D.T., está tudo bem com a Anjéla?
Diretora: Está. Foi só um arranhão.
Kim: E sabe onde ela foi?
Diretora: Ela foi esclarecer as ideias. (Passa por um lugar vazio) Quem é que está aqui sentado?
Diego: É o Bernie. Ele foi à casa de banho. (Diretora dá um ar de esclarecida)
Diretora: Muito bem. Então vá, eu vou ver o resto dos
vossos colegas. Até já.
Enquanto havia a deliciosa refeição na sala, o Bernie ia à casa de banho e quando entrou, não
acontecia nada de estranho, mas ao sair, cruzou-se com a pessoa que o stressava: a Anjéla.
- Andam todos à tua procura. - Diz-lhe.
- Estou aqui. Não desapareci. - Ela olha para
ele.
- Isso, já reparei eu. E não vais comer?
- Sim, eu já vou. Vou só aos quartos e já vou descer.
- Não demores muito senão arrefece.
- Ok, obrigada. - E quando começam os dois a caminhar para sentidos opostos, o Bernie para vira-se para trás e chama-a. - Anjéla. - ela para e vira-se para trás. - Porque disseste que tinha coração de pedra?
- Sim, eu já vou. Vou só aos quartos e já vou descer.
- Não demores muito senão arrefece.
- Ok, obrigada. - E quando começam os dois a caminhar para sentidos opostos, o Bernie para vira-se para trás e chama-a. - Anjéla. - ela para e vira-se para trás. - Porque disseste que tinha coração de pedra?
- Queres mesmo que te explique?
- Quero, senão não perguntava não era. - Aproxima-se dele. E depois de algum silêncio responde-lhe.
- Não sei...
- O quê? - Ele fica perplexo a olhar para ela. - Estás a gozar certo? - Dando um levo riso não acreditando no que estava a ouvir.
- Quero, senão não perguntava não era. - Aproxima-se dele. E depois de algum silêncio responde-lhe.
- Não sei...
- O quê? - Ele fica perplexo a olhar para ela. - Estás a gozar certo? - Dando um levo riso não acreditando no que estava a ouvir.
- Foi uma coisa que me saiu na hora... Tu irritas-me queres o quê?
- Também me irritas!!
- A sério? - Agora era ela que tinha ficado perplexa. - Porquê? - Ele faz uns segundos de silêncio e dá-lhe um simples resposta.
- Não sei.
- O quê? Estás a gozar certo? - Tinha dito as mesmas palavras que ele, mas desta vez sem um unico sorriso.
- Acertas-te nas palavras, mas falta o sorriso. - E começa-se a rir.
- Não tem piada.
- Fizeste-me o mesmo...
- Já percebi que não dá para falar contigo. Aliás nunca dá!
- Tu é que começas-te...
- Pois. Dizes que foi eu que comecei para ficares bem contigo mesmo. Para não te sentires culpado nem nada parecido. Mas e eu? E o que eu sinto? Os meus sentimentos ficam a onde? - Quando ele ia para se pronunciar ela interrompe-o. - Não, não digas mais nada. Afinal foi eu que comecei... - Seguindo o seu caminho até aos quartos. O Bernie só começou a andar depois de vê-la a passar pela ultima esquina do corredor que ia dar aos quartos. De seguida, seguiu o seu caminho até à sala onde se encontrava o resto da turma.
- Também me irritas!!
- A sério? - Agora era ela que tinha ficado perplexa. - Porquê? - Ele faz uns segundos de silêncio e dá-lhe um simples resposta.
- Não sei.
- O quê? Estás a gozar certo? - Tinha dito as mesmas palavras que ele, mas desta vez sem um unico sorriso.
- Acertas-te nas palavras, mas falta o sorriso. - E começa-se a rir.
- Não tem piada.
- Fizeste-me o mesmo...
- Já percebi que não dá para falar contigo. Aliás nunca dá!
- Tu é que começas-te...
- Pois. Dizes que foi eu que comecei para ficares bem contigo mesmo. Para não te sentires culpado nem nada parecido. Mas e eu? E o que eu sinto? Os meus sentimentos ficam a onde? - Quando ele ia para se pronunciar ela interrompe-o. - Não, não digas mais nada. Afinal foi eu que comecei... - Seguindo o seu caminho até aos quartos. O Bernie só começou a andar depois de vê-la a passar pela ultima esquina do corredor que ia dar aos quartos. De seguida, seguiu o seu caminho até à sala onde se encontrava o resto da turma.
China: Então demoras-te na casa de banho?
Gonças: Que andaste lá a fazer?
Bernie: Muitas coisas .... (e antes de prosseguir a Marianne interrompeu-o)
Marianne: Por amor de Deus, eu estou a acabar de comer. (relembra antes de dar uma garfada)
Bernie: Tens razão. ( E nisto lembra-se) Eu já encontrei a Anjéla. Ela foi aos quartos e diz que já vem cá ter. ( E dá logo umas garfadas no prato, pois saberia que dali veriam muitas perguntas)
China: Então foi por isso que demoraste tanto!
Gonças: Está resolvido o mistério da casa de banho. (E começam-se todos a rir)
Bernie: Não foi nada disso. (Dando outra garfada na comida e levando-a à boca).
Catya: Ela vem ai a descer as escadas. (E olham todos para as escadas seguindo os seus passos até ela se aproximar da mesa)
Anjéla: Oi pessoal.
Marianne: Sê bem aparecida.
Lú: Andámos todos preocupados à tua procura.
Anjéla: Eu foi à enfermaria desinfetar o arranhão.
China: E estás melhor?
Anjéla: Sim. (Dando um breve sorriso para realçar que estava realmente bem, ou tentava para que parecesse que estava bem)
Catya: Como é que te aleijaste?
Anjéla: Devia ter me arranhado em algum ramo de árvore ou assim.
Marianne: E não almoças ?
Anjéla: Sim, eu como. O que há para comer?
Sésé: Eu não sei se te resta muito. Mas foi almôndegas com massa esparguete.
Anjéla: Parece ser bom.
Marianne: Anjéla!? Claro que é bom! Até parece que nunca comeste?
Anjéla: Oh, não é isso ... Claro que já comi. (Pegou no seu prato e dirigiu-se a um balcão onde estavam as panelas para se servir)
Catya: E alguém sabe o que vamos fazer a seguir?
Cintia: A professora disse que nós íamos fazer um jogo lá fora. Agora qual, eu não sei não.
China: Vamos jogar às escondidas. (Riem-se) Que foi? Nunca jogaram é?
Sésé: Eu já joguei. (Pensa um bocado) Eu acho que todos nós já jogamos a esse jogo quando éramos novos. (Os colegas batem palmas)
Marianne: Muito bem. Conseguiste raciocinar muito bem !
Gonças: Pela primeira vez.
Felipe: O meu primo tem cérebro, ao contrário de vocês todos.
Lú: Só às vezes, tens de admitir.
Felipe: Sim, só ás vezes.
Sésé: Hey!! Pensei que me tivesses a defender. (E nisto aparece a Anjéla com o prato da comida e senta-se no único espacinho que tinha, no fundo da mesa ao pé do Filipe).
Filipe: Desculpa, mas agora foi um bocado impossível, tive que concordar com a Lú.
Marianne: Só vais comer isso Anjéla? (Todos fixam os olhos no prato da Anjéla)
Anjéla: A fome não é muita...
Bernie: Sim, e também não demores muito.
Felipe: Qual é a pressa?
Bernie: Porque vamos fazer o jogo lá fora.
Anjéla: Ainda são 13:55. (Diz depois de ter olhado para o telemóvel que tinha no bolso das calças) Estás assim com tanta pressa?
Bernie: Claro que estou. Tu é que não vieste comer a horas.
Felipe: Aqui não há horários para respeitar, que eu saiba não.
China: Nós esperamos por ela claro. Não sei qual é a pressa?
Bernie: Quero ir lá para fora.
Anjéla: Então vai. (Responde-lhe alto e violentamente, só para o não ouvir mais. Ele limita-se a levantar da mesa e a dirigir-se para a porta de saída.)
Gonças: Espera aí, que eu vou contigo.
Rubix: Eu também. (E assim o Gonças e o Rubix seguiram o Bernie até lá fora).
Felipe: Já podes comer descansada. (A Anjéla limita-se a sorrir).
Catya: Ela vem ai a descer as escadas. (E olham todos para as escadas seguindo os seus passos até ela se aproximar da mesa)
Anjéla: Oi pessoal.
Marianne: Sê bem aparecida.
Lú: Andámos todos preocupados à tua procura.
Anjéla: Eu foi à enfermaria desinfetar o arranhão.
China: E estás melhor?
Anjéla: Sim. (Dando um breve sorriso para realçar que estava realmente bem, ou tentava para que parecesse que estava bem)
Catya: Como é que te aleijaste?
Anjéla: Devia ter me arranhado em algum ramo de árvore ou assim.
Marianne: E não almoças ?
Anjéla: Sim, eu como. O que há para comer?
Sésé: Eu não sei se te resta muito. Mas foi almôndegas com massa esparguete.
Anjéla: Parece ser bom.
Marianne: Anjéla!? Claro que é bom! Até parece que nunca comeste?
Anjéla: Oh, não é isso ... Claro que já comi. (Pegou no seu prato e dirigiu-se a um balcão onde estavam as panelas para se servir)
Catya: E alguém sabe o que vamos fazer a seguir?
Cintia: A professora disse que nós íamos fazer um jogo lá fora. Agora qual, eu não sei não.
China: Vamos jogar às escondidas. (Riem-se) Que foi? Nunca jogaram é?
Sésé: Eu já joguei. (Pensa um bocado) Eu acho que todos nós já jogamos a esse jogo quando éramos novos. (Os colegas batem palmas)
Marianne: Muito bem. Conseguiste raciocinar muito bem !
Gonças: Pela primeira vez.
Felipe: O meu primo tem cérebro, ao contrário de vocês todos.
Lú: Só às vezes, tens de admitir.
Felipe: Sim, só ás vezes.
Sésé: Hey!! Pensei que me tivesses a defender. (E nisto aparece a Anjéla com o prato da comida e senta-se no único espacinho que tinha, no fundo da mesa ao pé do Filipe).
Filipe: Desculpa, mas agora foi um bocado impossível, tive que concordar com a Lú.
Marianne: Só vais comer isso Anjéla? (Todos fixam os olhos no prato da Anjéla)
Anjéla: A fome não é muita...
Bernie: Sim, e também não demores muito.
Felipe: Qual é a pressa?
Bernie: Porque vamos fazer o jogo lá fora.
Anjéla: Ainda são 13:55. (Diz depois de ter olhado para o telemóvel que tinha no bolso das calças) Estás assim com tanta pressa?
Bernie: Claro que estou. Tu é que não vieste comer a horas.
Felipe: Aqui não há horários para respeitar, que eu saiba não.
China: Nós esperamos por ela claro. Não sei qual é a pressa?
Bernie: Quero ir lá para fora.
Anjéla: Então vai. (Responde-lhe alto e violentamente, só para o não ouvir mais. Ele limita-se a levantar da mesa e a dirigir-se para a porta de saída.)
Gonças: Espera aí, que eu vou contigo.
Rubix: Eu também. (E assim o Gonças e o Rubix seguiram o Bernie até lá fora).
Felipe: Já podes comer descansada. (A Anjéla limita-se a sorrir).
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